Unova
Carregando...
Boas práticas em Segurança Digital: proteja seus dados no dia a dia

Boas práticas em Segurança Digital: proteja seus dados no dia a dia

Conheça as principais boas práticas em segurança digital para pessoas e empresas: senhas, autenticação, backups, dispositivos, nuvem, privacidade e cultura de segurança.

Boas práticas em Segurança Digital: proteja seus dados no dia a dia

A nossa vida – pessoal e profissional – está cada vez mais conectada: trabalho remoto, serviços em nuvem, redes sociais, aplicativos bancários, contratos digitais, sistemas corporativos, dispositivos móveis e IoT. Essa conexão traz conforto e produtividade, mas também amplia a superfície de ataque para golpes, vazamentos e fraudes.

Segurança digital não é mais um tema “só de TI”. É uma responsabilidade compartilhada entre pessoas, empresas e fornecedores de tecnologia. A boa notícia é que muitas ameaças podem ser mitigadas com boas práticas simples e consistentes, aplicadas no dia a dia.

Neste artigo, vamos abordar:

  • O que é segurança digital na prática;
  • Boas práticas essenciais para qualquer pessoa;
  • Cuidados específicos para empresas e equipes;
  • A relação entre segurança, privacidade e LGPD;
  • Um checklist para colocar em prática na sua rotina.

1. O que é segurança digital, na prática?

Segurança digital é o conjunto de medidas técnicas e comportamentais para proteger:

  • Confidencialidade – garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso a determinado dado;
  • Integridade – evitar alteração não autorizada ou acidental de informações;
  • Disponibilidade – manter sistemas e dados acessíveis para quem precisa, quando precisa.

Isso se aplica a tudo: e-mails, arquivos, aplicativos, redes, dispositivos, bancos de dados, sistemas internos e serviços em nuvem. Segurança digital não é um “produto”, e sim uma combinação de tecnologia, processos e comportamento.

2. Boas práticas para contas e senhas

Grande parte dos incidentes começa por credenciais fracas ou reutilizadas. Por isso, proteger contas é uma das primeiras prioridades.

2.1 Use senhas fortes e únicas

Boas práticas para senhas:

  • Evite senhas óbvias, como datas de aniversário, nomes de familiares, placas de carro ou sequências simples;
  • Prefira senhas longas (12+ caracteres), combinando letras, números e símbolos;
  • Use senhas diferentes para serviços críticos (e-mail, banco, redes sociais, sistemas corporativos). Uma senha vazada não pode abrir todas as portas;
  • Considere usar frases-senha (passphrases) fáceis de lembrar e difíceis de adivinhar, como combinação de palavras aleatórias.

2.2 Utilize um gerenciador de senhas

Em vez de tentar decorar dezenas de senhas, utilize um gerenciador de senhas. Ele permite:

  • Armazenar senhas com criptografia forte;
  • Gerar senhas complexas automaticamente;
  • Evitar anotações em papel, planilhas ou blocos de notas desprotegidos.

A única senha que você realmente precisa memorizar é a senha mestra do gerenciador – essa, sim, deve ser muito forte.

2.3 Ative a autenticação em dois fatores (MFA)

Autenticação em dois fatores (MFA) adiciona uma camada extra de proteção. Além da senha, você precisa de:

  • Um código temporário de aplicativo autenticador;
  • Uma notificação de aprovação em outro dispositivo;
  • Uma chave física de segurança (em ambientes mais críticos).

Mesmo que a senha seja roubada, o criminoso terá dificuldade em acessar sua conta sem o segundo fator.

2.4 Tenha cuidado com recuperação de senha

Processos de “esqueci minha senha” podem ser explorados por golpistas. Boas práticas:

  • Evite perguntas de segurança fáceis (como “nome da mãe” ou “time do coração”);
  • Não compartilhe códigos recebidos por SMS ou e-mail com terceiros;
  • Desconfie de contatos que pedem “apenas o código de confirmação” para resolver algo.

3. Mantenha dispositivos e sistemas atualizados

Muitos ataques exploram falhas já conhecidas e corrigidas pelos fabricantes. Quando atualizações não são aplicadas, a porta permanece aberta.

Boas práticas:

  • Ative atualizações automáticas quando possível (sistemas operacionais, navegadores, aplicativos);
  • Evite usar versões antigas de sistemas que não recebem mais correções de segurança;
  • Instale apenas softwares de fontes confiáveis (lojas oficiais ou fornecedores verificados);
  • Remova programas que você não utiliza mais – menos software, menos superfície de ataque.

Em ambientes corporativos, é importante que a área de TI tenha um processo estruturado de gerenciamento de patches para servidores, estações de trabalho, dispositivos móveis e serviços em nuvem.

4. Navegação segura e prevenção a golpes

Muitos ataques não começam com código malicioso, mas com engenharia social – quando alguém engana o usuário para que ele mesmo faça a ação perigosa.

4.1 Cuidado com phishing (e-mails e mensagens falsas)

Phishing é o envio de mensagens que imitam empresas legítimas para roubar senhas, dados ou dinheiro.

Fique atento a:

  • Links que levam para páginas parecidas com as oficiais, mas com endereços estranhos;
  • Mensagens com senso de urgência (“sua conta será bloqueada”, “último aviso”);
  • Pedidos de confirmação de dados sensíveis por e-mail, SMS ou apps de mensagem;
  • Anexos inesperados, especialmente em formatos executáveis ou compactados.

Quando tiver dúvida, não clique: acesse o site digitando o endereço diretamente no navegador ou entre em contato pelos canais oficiais da empresa.

4.2 Verifique endereços e certificados

Antes de inserir dados sensíveis (como senhas ou informações de pagamento):

  • Confirme se o endereço começa com https:// e se há o cadeado de conexão segura;
  • Verifique se o domínio é realmente o da empresa (cuidado com letras trocadas ou domínios parecidos);
  • Evite acessar sites sensíveis a partir de links enviados por terceiros.

4.3 Baixe arquivos com cuidado

Mesmo arquivos aparentemente inofensivos podem carregar ameaças. Boas práticas:

  • Evite baixar arquivos de sites desconhecidos ou repositórios não oficiais;
  • Desconfie de documentos que pedem para “habilitar macros” ou permissões especiais;
  • Use soluções de segurança (antivírus/EDR) e mantenha-as atualizadas.

5. Proteja seus dados com backups e criptografia

Incidentes como ransomware, erros acidentais e falhas de hardware podem causar perda de dados. Além disso, em caso de roubo de dispositivos, os arquivos podem ser acessados por terceiros.

5.1 Tenha backups regulares

Boas práticas de backup:

  • Realize backups periódicos de dados importantes (documentos, fotos, projetos, bases de dados);
  • Armazene cópias em locais diferentes (por exemplo, nuvem + mídia externa);
  • Teste periodicamente a restauração para garantir que o backup funciona;
  • Em empresas, defina políticas claras de retenção e responsabilidade.

5.2 Use criptografia em dispositivos e arquivos sensíveis

A criptografia protege o conteúdo mesmo que alguém obtenha acesso físico ao dispositivo ou ao arquivo.

  • Ative a criptografia de disco em notebooks, desktops e dispositivos móveis, sempre que possível;
  • Considere proteger arquivos ou pastas específicas com criptografia adicional;
  • Em ambientes corporativos, utilize soluções gerenciadas para criptografia de discos e volumes, com políticas e chaves controladas pela TI.

Criptografia não substitui backups, mas aumenta muito a proteção em casos de roubo, perda ou descarte inadequado de dispositivos.

6. Cuidado com redes Wi-Fi e trabalho remoto

Conectar-se a qualquer rede disponível pode ser tentador, mas traz riscos.

6.1 Evite redes Wi-Fi públicas para atividades sensíveis

Quando usar Wi-Fi de aeroportos, cafés, hotéis e ambientes públicos:

  • Evite acessar internet banking, sistemas corporativos ou informações muito sensíveis;
  • Prefira conexões com senha e autenticação;
  • Desconfie de redes com nomes muito genéricos (“Wi-Fi grátis”, “Free Airport WiFi”).

6.2 Utilize VPN para acesso a recursos corporativos

Empresas devem oferecer VPN (Virtual Private Network) para que colaboradores acessem sistemas internos por um canal criptografado, mesmo em redes não confiáveis.

Boas práticas:

  • Habilitar VPN sempre que for acessar sistemas da empresa fora da rede corporativa;
  • Configurar VPN com protocolos modernos e criptografia forte;
  • Restringir o acesso apenas a recursos necessários (princípio do menor privilégio).

7. Boas práticas específicas para empresas

Além das medidas individuais, organizações precisam estruturar segurança digital como parte da sua gestão.

7.1 Defina políticas claras de segurança

Políticas ajudam a alinhar expectativas e orientar comportamento. Alguns exemplos:

  • Política de uso aceitável de recursos de TI (e-mail corporativo, internet, dispositivos);
  • Política de senhas e autenticação (requisitos, renovação, MFA obrigatório);
  • Política de classificação e tratamento de informações (pública, interna, confidencial, restrita);
  • Política de dispositivos pessoais (BYOD), quando aplicável;
  • Política de segurança para trabalho remoto.

7.2 Aplique o princípio do menor privilégio

Nem todos precisam ter acesso a tudo. O princípio do menor privilégio recomenda conceder apenas as permissões estritamente necessárias para que cada pessoa faça seu trabalho.

  • Restrinja acesso a sistemas, pastas e dados sensíveis;
  • Evite compartilhamento de contas genéricas entre vários usuários;
  • Revise periodicamente perfis de acesso, principalmente em casos de mudança de função ou desligamento;
  • Use contas administrativas separadas para tarefas críticas.

7.3 Monitore e registre atividades

Logs e trilhas de auditoria são fundamentais para:

  • Investigar incidentes de segurança;
  • Detectar atividades suspeitas ou padrões de ataque;
  • Atender requisitos de conformidade (como LGPD, normas setoriais e ISO 27001).

Boas práticas incluem:

  • Registrar acessos a sistemas e dados sensíveis;
  • Centralizar logs em ferramentas de monitoramento e correlação;
  • Definir alertas para eventos críticos (falhas de login, acessos fora de horário, grande volume de exportações).

7.4 Treine e conscientize equipes

Pessoas são a primeira linha de defesa – e também o principal alvo de ataques de engenharia social.

  • Realize treinamentos periódicos sobre golpes comuns, phishing, uso de dispositivos e melhores práticas;
  • Adapte a linguagem ao público: TI, comercial, atendimento, diretoria, etc.;
  • Estabeleça canais para tirar dúvidas e reportar incidentes sem medo de punição injusta.

8. Segurança digital, privacidade e LGPD

Segurança digital está diretamente ligada à proteção de dados pessoais. A LGPD exige que empresas adotem medidas técnicas e administrativas para proteger os dados contra acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas.

Boas práticas de segurança digital ajudam a:

  • Reduzir o risco de vazamentos de dados pessoais;
  • Evitar exposição de informações sensíveis de clientes, colaboradores e parceiros;
  • Dar suporte a programas de compliance e governança de dados;
  • Fortalecer a confiança dos titulares e de órgãos reguladores.

Por outro lado, projetos de privacidade (como mapeamento de dados, revisão de bases legais e políticas de retenção) ajudam a identificar onde concentrar esforços de segurança, evitando que dados desnecessários e sem finalidade clara aumentem o risco.

9. Checklist prático de boas práticas em segurança digital

Para ajudar na prática, use este checklist como guia (pessoal ou corporativo):

  1. Contas e senhas
    • Uso de senhas fortes e únicas?
    • Gerenciador de senhas em uso?
    • MFA ativada em contas críticas (e-mail, banco, sistemas da empresa)?
  2. Dispositivos e software
    • Sistemas operacionais e aplicativos atualizados?
    • Antivírus/EDR e proteção de endpoint ativos?
    • Programas desnecessários removidos?
  3. Navegação e e-mails
    • Cuidados com links e anexos suspeitos?
    • Verificação de HTTPS e domínios ao enviar dados sensíveis?
    • Desconfiança de mensagens urgentes pedindo dados ou códigos?
  4. Backups e criptografia
    • Backups regulares de dados importantes?
    • Testes de restauração realizados periodicamente?
    • Criptografia ativada em dispositivos e arquivos sensíveis?
  5. Redes e trabalho remoto
    • Cuidados com Wi-Fi público e redes desconhecidas?
    • Uso de VPN para acesso a sistemas internos?
    • Wi-Fi doméstico com senha forte e criptografia moderna (WPA2/WPA3)?
  6. Organização e cultura (empresas)
    • Políticas de segurança documentadas e comunicadas?
    • Controles de acesso alinhados ao menor privilégio?
    • Treinamentos e campanhas de conscientização recorrentes?
    • Processos para resposta a incidentes e comunicação com titulares?

10. Conclusão: segurança digital como hábito, não como evento

Segurança digital não é algo que se resolve com uma única ferramenta ou um treinamento isolado. Ela é construída no dia a dia, a partir de hábitos consistentes, boas decisões e uso inteligente da tecnologia.

Para pessoas, adotar boas práticas de senhas, atualização de dispositivos, cuidado com golpes e backups já faz uma diferença enorme na redução de riscos. Para empresas, a combinação de políticas claras, controles técnicos, monitoramento, treinamento e governança é o caminho para proteger dados, cumprir obrigações legais (como a LGPD) e manter a confiança de clientes e parceiros.

Dica extra: se a sua organização está avançando em governança de dados pessoais e conformidade com LGPD/GDPR, vale integrar as boas práticas de segurança digital com plataformas que ajudem a centralizar cadastros, consentimentos, solicitações de titulares e trilhas de auditoria. Isso transforma segurança em um pilar visível de confiança – para dentro e para fora da empresa.

Posts relacionados

Como a criptografia protege dados em trânsito
Nov 24, 2025 Criptografia

Como a criptografia protege dados em trânsito

Entenda o que são dados em trânsito, quais riscos eles sofrem em redes e como a criptografia (TLS/HTTPS, VPNs e criptografia ponta a ponta) protege informações sensíveis.

Assuma o controle dos seus dados pessoais.

Gerencie consentimentos e preferências com transparência - em conformidade com LGPD/GDPR.

Usamos cookies para melhorar sua experiência

Alguns são essenciais e outros nos ajudam a entender como você usa o site.
Você pode aceitar todos, rejeitar não essenciais ou personalizar.
Leia nossa Política de Privacidade.